Artista de antológicas capas de LPs, Elifas Andreato, morre em São Paulo aos 76

Rolando Boldrin reinterpretado como o personagem que Almeida Júnior retratou picando fumo é uma delas. Martinho da Vila sorrindo e cantando no meio do seu povo, outra. Paulinho da Viola com uma lágrima escorrendo provando que ele não tem nervos de aço, mas a amada desejada que o despreza sim, integra o panteão de capas de LPs assinadas por Elifas Andreato, o artista gráfico que morreu nesta terça-feira, 29 de março, aos 76 anos em São Paulo. Elis Regina, Chico Buarque e até o cartaz de uma icônica peça do francês Jean-Paul Sartre – ‘Mortos sem sepultura’ (Morts sans sépulture) foram outros trabalhos memoráveis do ilustrador, que era nascido no Paraná, mas estava há anos radicado na capital paulista.

Sua morte, por complicações de um infarto, foi confirmada pela filha, Laura Andreato. O designer tinha mais de quatro décadas de carreira e ficou nacionalmente conhecimento pelas 362 capas de discos que assinou, com boom inicial nos anos de 1970. Seu catálogo de álbuns incluíram grandes artistas: Adoniran Barbosa, Toquinho e até Vinícius de Moraes.

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