Militar que executou guerrilheiro Che Guevara em 1967 morre aos 80 anos na Bolívia

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O militar boliviano responsável pela execução do médico e líder revolucionário Ernesto ‘Che’ Guevara’, em 1967, Mário Terán Salazar, morreu nesta quinta-feira, dia 10 de março de 2022, aos 80 anos. Conforme notícias das agências internacionais, Terán, como era mais conhecido, estava internado e havia encerrado sua carreira militar como sargento do Exército da Bolívia, país onde ele sempre viveu.

Na época em que as forças militares prenderam Guevara, nos últimos meses de 1967, o ex-ministro da Economia do governo de Fidel Castro, em Cuba, estava na selva boliviana tentando organizar uma revolução semelhante à realizada na ilha caribenha quase dez anos antes, em 1959. Isolado e sem recursos, Guevara e outros guerrilheiros travaram uma jornada de fuga, tentando sobreviver à caçada das forças bolivianas.

A morte de Terán foi relatada por outro sobrevivente à épica captura de Guevara nas selvas bolivianas, o general Gary Prado, que integrou o comando da operação que resultou na prisão do revolucionário e outros guerrilheiros. Embora tenha participado da revolução Cubana, Guevara era argentino de nascimento.

Sobre a execução do líder cubano, o general Gary Prado mencionou que o então soldado Terán apenas cumpriu seu trabalho acatando ordens superiores. “Ele simplesmente cumpriu seu dever como suboficial do Exército boliviano”, declarou para a rádio boliviana Compañera.

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