Academia de Letras de Marília emite nota de pesar pela morte do dramaturgo Benedito Ruy Barbosa

A diretoria da instituição lamenta o falecimento do escritor e resgata a ligação histórica do autor com a região, onde o novelista buscou inspiração real para criar cenas clássicas da teledramaturgia nacional

A Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília, por intermédio do presidente Guimarães Ortega e de sua diretoria, emitiu uma nota oficial de pesar nesta terça-feira, 7 de julho, lamentando o falecimento do dramaturgo, escritor e novelista Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos. Nascido no município vizinho de Gália, o autor viveu a infância em Vera Cruz e fixou vínculos acadêmicos e culturais em Marília durante a juventude. Na cidade, o futuro escritor integrou a corporação musical da instituição de ensino onde estudava, participando ativamente da vida comunitária local antes de projetar sua carreira em âmbito nacional.

O documento da instituição relembra que a vivência de Benedito Ruy Barbosa em Marília serviu de base direta para a construção da novela “O Rei do Gado”, sucesso da Rede Globo na década de 1990. Em 1945, como integrante da banda marcial que recepcionava os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) egressos da Segunda Guerra Mundial, o então estudante presenciou o momento em que uma família local recebeu uma medalha de honra militar em substituição ao filho que havia morrido em combate. A experiência real foi transposta para a ficção décadas depois, originando a cena da entrega da condecoração à personagem Giuseppe Berdinazzi.

Em nome da presidência e da mesa diretora, o escritor e acadêmico Ramon Barbosa Franco, titular da Cadeira 34 (patrono Osório Alves de Castro), destacou o legado do novelista para a literatura e para a televisão do país. O representante enfatizou que o autor partiu do interior paulista para estruturar enredos fundamentados em suas próprias memórias regionais, consolidando-se como uma das principais referências contemporâneas da teledramaturgia. A nota oficial conclui manifestando solidariedade aos familiares, amigos e admiradores da obra do escritor em todo o território nacional.

“Benedito Ruy Barbosa foi um ícone da teledramaturgia brasileira e nós, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília, prestamos esta justa homenagem póstuma a um autor que partiu da nossa região para adaptar em enredo muito do que viveu por aqui. O Brasil perde uma das suas maiores referências contemporâneas nas letras e nas telenovelas”, escreveu o escritor Ramon Barbosa Franco, em nome da Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília.

Leia a seguir a nota completa

Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília – Nota de Pesar

Dramaturgo, escritor e novelista Benedito Ruy Barbosa (1931-2026)

As acadêmicas e os acadêmicos da Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília, por intermédio do seu presidente Guimarães Ortega e diretoria, vêm a público lamentar a perda do dramaturgo, escritor e novelista Benedito Ruy Barbosa, ocorrida nesta terça-feira, dia 7 de julho de 2026. Nascido em Gália, Benedito Ruy Barbosa passou a infância em Vera Cruz e estudou em Marília, onde integrou a corporação musical do colégio que frequentou na Cidade Símbolo de Amor e Liberdade. 

Aliás, Benedito Ruy Barbosa presenciou em Marília uma cena real, que, anos depois, transformou em ficção em uma das cenas antológicas da teledramaturgia brasileira, a entrega da medalha de honra militar ao personagem Giuseppe Berdinazzi. À época, Marília realizou um festejo para celebrar o retorno dos pracinhas da Força Expedicionária, combatentes na II Guerra Mundial, em 1945, e, o então estudante Benedito Ruy Barbosa era integrante da banda marcial do colégio que recepcionava os soldados. Ele presenciou quando uma família, ao invés de receber o filho de volta, foi homenageada com uma medalha. A cena profundamente triste marcou o estudante que, décadas depois, a imortalizou na ficção em um dos quadros marcantes da novela ‘O Rei do Gado’, exibida pela emissora rede Globo na década de 1990.

“Benedito Ruy Barbosa foi um ícone da teledramaturgia brasileira e nós, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Marília, prestamos esta justa homenagem póstuma a um autor que partiu da nossa região para adaptar em enredo muito do que viveu por aqui. O Brasil perde uma das suas maiores referências contemporâneas nas letras e nas telenovelas”, escreveu o escritor e acadêmico da Cadeira 34 (patrono Osório Alves de Castro), Ramon Barbosa Franco, em nome da presidência e da diretoria.

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