Alesp recebe exposição de inovações de startups apoiadas pela Fapesp

Exposição busca mostrar como investimentos públicos em ciência, tecnologia e inovação podem se converter em soluções que beneficiam a sociedade e impulsionam o desenvolvimento de diversos setores econômicos

Dezenove startups de base científica e tecnológica (deeptechs) estão expondo no Espaço V Centenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) inovações com aplicações em diversas áreas desenvolvidas com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fapesp. Elas integram a mostra Expo Pipe-Fapesp – Inovação, empreendedorismo e impacto. Os representantes das empresas participaram da abertura, realizada no último dia 10. Os pôsteres ficarão em exibição até a próxima quinta-feira (19).

Um dos objetivos da iniciativa, realizada pela Fapesp em parceria com o Instituto do Legislativo Paulista (ILP), é mostrar como investimentos públicos em ciência, tecnologia e inovação podem se converter em soluções que beneficiam toda a sociedade e impulsionam o desenvolvimento de diversos setores econômicos.

“Essa exposição está focada em uma das faces de atuação da Fapesp , que é o apoio ao empreendedorismo que nasce da ciência e da tecnologia. É essa parcela da atuação da Fundação que queremos mostrar aqui, que é aquilo que transforma conhecimento em desenvolvimento, ciência em riqueza e que move a economia por meio da criação de empresas”, disse Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp, na abertura da mostra, realizada na última terça-feira (10).

“Essa é uma parcela importante da atuação da Fapesp e do desenvolvimento no mundo porque os Estados modernos hoje se fortalecem quanto mais empregam ciência e tecnologia”, sublinhou o dirigente da Fapesp.

As 19 startups participantes são oriundas de oito dos mais de 160 municípios paulistas onde estão situadas as mais de 2 mil empresas apoiadas pelo Pipe ao longo dos últimos 27 anos, como São Paulo, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Campinas, Piracicaba, Araraquara, São Carlos e São Manuel.

Em comum, essas regiões do estado de São Paulo têm alta concentração de universidades, instituições de pesquisa e de empresas intensivas em ciência e tecnologia.

“O Pipe é o programa da Fapesp que está mais difundido por todo o interior de São Paulo. Evidentemente que São Paulo, em razão de seu tamanho, tem o maior número de ‘pipeiros’ – como chamamos os empreendedores apoiados pelo programa –, concentrando cerca de 27% dos projetos. Mas 70% das empresas apoiadas pelo Pipe estão espalhados pelo interior de São Paulo, cobrindo de Adamantina a Votuporanga”, sublinhou Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da Fapesp.

“Essa exposição é uma espécie de degustação do que é feito no Pipe. Tem 19 empresas, com soluções das mais diversas”, avaliou Pacheco.

Compartilhe esse conteúdo

LEIA
mAIS