População idosa lidera entre os grupos etários
Apesar de ser a menor taxa de analfabetismo em dez anos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025) do IBGE divulgada nesta semana aponta que naquele ano o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas. Isso equivale a 4,9% da população.
Em relação ao ano anterior (2024), houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país. A região Nordeste ainda concentra o maior índice, com 57,4% dos casos.
A população idosa é a mais encontrada no levantamento. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. A taxa de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%).
Entre as pessoas de 15 a 59 anos foi de 2,6%, mostrando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância. A constatação reforça a importância da manutenção de crianças e jovens na escola, e a necessidade de continuar as políticas públicas para alfabetização de adultos e idosos.
Os números mostram a necessidade de melhorar a gestão dos recursos públicos e tomada de decisão dentro de casa. 64,1% das crianças de 0 a 1 ano que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Entre as crianças de 2 a 3 anos, o percentual é de 57,1%
O abandono escolar é a preocupação no grupo de jovens de 14 a 29 anos: 7,7 milhões nesta faixa não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa, ou por nunca a terem frequentado.
O principal motivo, segundo o levantamento, foi a necessidade de trabalhar, apontada por 43% dos entrevistados de 14 a 29 anos. O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar (25,6% dos casos), o que pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional.
Ainda aparecem como motivos para o abandono escolar nessa faixa a gravidez (9,9%), problemas de saúde permanente (4,4%), realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas (3,9%) e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%.
O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Mesmo assim houve avanço, pois em 2024 eram 22,4% dos jovens que se encaixavam nessa situação.




























