Acusação é de coação no curso do processo da trama golpista de 8 de janeiro de 2023
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na condição de relator, abre hoje, às 14h, o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, na Primeira Turma. Ele é acusado de interferir no andamento do processo que julgou os acusados de tentativa de golpe de estado na primeira semana após a posse do presidente Lula para o terceiro mandato, em janeiro de 2023, e de incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar o STF a não condenar o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Depois da fala de Moraes, a acusação será feita por um representante da Procuradoria Geral da República (PGR), e os demais ministros poderão expor seus votos. A defesa de Eduardo será feita pela Defensoria Pública da União (DPU).
O filho do ex-presidente, segundo a PGR e inquérito da Polícia Federal, morando nos EUA, atuou para promover o tarifaço contra as exportações, e ainda a suspensão de vistos de ministros do governo federal e do STF. Também trabalhou pela aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky.
Os demais ministros a votarem, no julgamento, serão Cristiano Zanin, Carmen Lúcia, e o presidente da turma, Flávio Dino. A vaga de Luiz Fux, que a pedido se transferiu para a segunda turma, continua vaga, após o Senado recusar o nome de Jorge Messias, da Advocacia Geral da União (AGU), para integrar a suprema corte.




























