Livro conta como montadoras ajudaram a manter ditadura no Brasil

Repressão Sociedade Anônima foca em cinco fabricantes de veículos

Em 2015, com base em depoimentos recolhidos pela Comissão Nacional da Verdade, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitou abrir um procedimento para investigar a cooperação de diversas empresas com a ditadura militar brasileira. Entre elas estava a montadora Volkswagen.

Seis anos depois, o Ministério Público divulgou um relatório que revelou que a Volkswagen “contribuiu intensamente com o aparato repressivo” e que isso ocorreu com conhecimento da direção da empresa.

Em 2017, a própria empresa contratou um historiador para investigar o papel da Volkswagen durante a ditadura militar brasileira. Em seu relatório, o alemão Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, escreveu:

“Está claro que a Volkswagen estabeleceu por disposição própria uma intensa relação de contribuição com os órgãos da repressão política, muito além dos limites da fábrica. A empresa demonstrou vontade de participar do sistema repressivo, sabendo que submetia seus funcionários a risco de prisões ilegais e tortura”, diz um trecho do relatório elaborado pelo Ministério Público de São Paulo.

[Conteúdo publicado pela Agência Brasil]

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