Preços sobem mais de 10%, puxados pela gasolina. Etanol é o vilão, com alta de 62%

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Café aumenta 50%, gás de cozinha quase 37% e açúcar mais de 47%

do Diário de Notícias Marília

Os preços dos produtos para os consumidores aumentaram, em média, 10% no ano passado, conforme divulgou nesta terça-feira, dia 11 de janeiro de 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) através do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A alta generalizada foi puxada pelo preço da gasolina e de outros combustíveis, como o etanol e o óleo diesel. O etanol, aliás, foi o ‘vilão’ de 2021, registrando um reajuste estratosférico de 62,23%. Já a gasolina, registrou alta de 47,50% e o óleo diesel aumento mais de 46%.

O gás de cozinha também pesou no bolso das famílias brasileiras no ano passado e terminou 2021 com preço 37% mais caro do que começou. Gêneros alimentícios como café moído (50%), açúcar refinado (47,87%) e mandioca (48,08%) – todos essenciais na mesa do brasileiro – deixaram a cesta básica do país mais cara. No balanço anual do IPCA, alimentos e bebidas evoluíram nos seus preços em quase 8% – incluindo as carnes.

O transporte ficou 21% mais caro e o transporte feito por aplicativo – que está salvando muitos brasileiros do desemprego – encareceu 33,75% nos 12 meses do ano passado. Quanto ao etanol, base para muitos dos trabalhadores do transporte por aplicativo, sua disparada foi associada às condições da safra da cana-de-açúcar, pois em 2022 as plantações foram prejudicadas pela seca, o que reduziu drasticamente a oferta do produto.

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