Prisão dos irmãos Tate nos EUA expõe normalização do misoginismo nas redes sociais

Um deles doou US$ 200 mil para “meu irmão Trump”

A prisão dos irmãos Andrew e Tristan Tate, nos Estados Unidos, evidencia a “normalização” do movimento redpill nas redes sociais. Eles foram presos em Miami a pedido do Reino Unido, onde enfrentam 38 acusações criminais graves, como estupro, tráfico humano para exploração sexual e agressões.

As autoridades britânicas estão pedindo a extradição deles e alertam para o “caping”, que no Brasil equivale ao “passar pano” na defesa de criadores de conteúdo e celebridades que promovem discurso de ódio e desvalorização sistemática das mulheres, servindo de fachada para redes de coerção e abuso.

Andrew e Tristan Tate são acusados  em 7 casos de estupro, 3 de organização ou facilitação de tráfico para exploração sexual,  3 acusações de agressão com  lesão corporal real e 19 acusações adicionais por crimes relacionados a imagens obscenas de menores e pornografia extrema.

Em maio de 2024, Andrew Tate publicou na rede social X (antigo Twitter) afirmando que estava doando US$ 200.000 para Donald Trump após a condenação criminal do mesmo em Nova York. A postagem foi feita imediatamente após um júri  considerar Donald Trump culpado de 34 acusações de falsificação de registros comerciais.

No texto, Tate usou a frase  “donating 200k to my nigger Trump”, gerando críticas por racismo. Mas nos EUA a expressão “nigger” pode ser entendida como “mano” ou “irmão”.

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