Deputado federal por São Paulo entende que a anistia ajudaria a diminuir a polarização do país e observa que houve depredação do patrimônio público, mas não tentativa de golpe de Estado
O deputado federal Ricardo Salles (Novo) está se firmando como uma das lideranças nacionais em favor de uma Lei de Anistia aos condenados pelos atos cometidos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.
Nesta semana ele concedeu entrevistas a vários veículos de comunicação do Brasil, com destaque para o programa CNN DOIS LADOS, da conhecida rede de televisão, e o Jogo Rápido, da Rádio Câmara.
“Nossa prioridade número um é a Lei da Anistia”, disse Salles, para quem “é absolutamente injusto que pessoas que não praticaram golpe nenhum: é evidente que aquilo foi uma baderna, com invasão e depredação de prédios públicos, mas golpe não é!”
Ricardo Salles ressalta uma entrevista do próprio ministro da Defesa do governo Lula, José Múcio, que no programa Roda Viva, da Tv Cultura, disse há alguns dias que “houve penas absolutamente desproporcionais”.
Segundo o deputado, “o Brasil não será pacificado se essa questão não for resolvida”. E cobra do presidente Lula o cumprimento da promessa de campanha de que iria trabalhar para pacificar o país, com o slogan “o amor voltou”.
Ele lembra que “a própria História do Brasil demonstra, desde o Império, a Regência e o Primeiro e Segundo Reinado, passando pela República Velha, Getúlio Vargas, o governo João Goularte e até mesmo com os militares e o regime de 1964, que o Brasil tem momentos de maior estresse, de maior conturbação, mas que depois chegam movimentos de anistia e pacificação “.
Ricardo Salles critica o governo dizendo que Lula não faz “o menor esforço” para pacificar o país. “Não se justifica esse tipo de pena que está sendo imposta, sobretudo diante de um processo que não tramitou no seu juízo natural, não teve todas as garantias de ampla defesa, contraditório e devido processo legal garantidos”.
O deputado garante que vai lutar firmemente dentro do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e Senado, para levar adiante essa ação para pacificar e tirar essas penas desproporcionais e “restabelecer definitivamente o Estado Democrático de Direito”.


























