Necrofilia e misoginia assustam, no caso da morte de jovem em Limeira 

Deputadas federais pedem investigação 

As deputadas federais por São Paulo, Tábata Amaral (PSB) e Érika Hilton (PSOL), encaminharam representação à Polícia Federal e Ministério Público Federal pedindo investigações sobre a prática de crimes virtuais no contexto da morte de uma jovem de 21 anos em Limeira, durante um salto de rope jump.

Uma onda de comentários misóginos, beirando à necrofilia, invadiu parte das redes sociais, sugerindo a prática de violência sexual contra o corpo da vítima, com insinuações de estupro contra a jovem morta. Os comentários, segundo as deputadas, incorrem no crime de apologia de fato criminoso, e serão investigados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF. A denúncia encontra respaldo no artigo 287 do Código Penal.

Bloqueio da ponte

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado após ser lançada, sem a devida corda de segurança, de uma ponte de 40 metros de altura. Três homens que coordenavam as atividades no local foram presos. A Prefeitura de Limeira, que acusou a União por “omissão” em relação à Ponte do Esqueleto, já havia sido notificada pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) a interditar o local em 2024, depois de uma outra morte envolvendo uma ciclista que caiu.

O bloqueio durou somente 40 dias, mas a ponte foi reaberta após pressão de empresários do setor de esportes radicais que foram à uma sessão da câmara de vereadores da cidade. A SPU alerta que é preciso juntar esforços entre os poderes públicos de todos os níveis, para resolver a situação.

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