Senador baiano ainda teria recebido vantagens financeiras
“Você mais do que ninguém conhece minha história e faz parte disso!!”, escreveu o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em mensagem destinada ao senador Jaques Wagner, do PT da Bahia. O texto é uma das conversas que baseou decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou busca e apreensão de documentos hoje de manhã na casa do parlamentar. A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero.
A investigação da Polícia Federal identificou a compra de um apartamento de alto padrão em Salvador, para pedir a ação. Trata-se da unidade 1702 do empreendimento Poème Horto, na capital baiana, avaliado em R$ 2,45 milhões. Para a aquisição, foram utilizadas estruturas financeiras e societárias ligadas ao grupo do dono do extinto Banco Master, que deu o maior golpe na história bancária do Brasil, com prejuízos que podem chegar a 52 bilhões de reais.
A PF descobriu que em novembro de 2024 o senador enviou informações detalhadas sobre o empreendimento para o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que também é da Bahia e manteve proximidade com Jaques Wagner desde que este foi governador do Estado.
A compra formal do imóvel foi realizada pela empresa Epítome S.A., a partir de repasses de outras empresas ligadas ao grupo do Master. A investigação ainda apura se o apartamento foi destinado a um dos filhos do senador.
A busca e apreensão ocorreu apenas na casa de Jaques Wagner. O ministro André Mendonça negou a mesma ação no gabinete do senador, que havia sido pedida pela PF. A posição de Mendonça é a mesma que ele teve na operação que atingiu o também senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí e também é investigado na Compliance Zero.

























