Lojas de celulares na mira da polícia por lavagem de dinheiro do tráfico

Pequeno comércio em São Paulo lavou R$ 47 milhões

As polícias e Ministério Público do Rio de Janeiro e São Paulo estão intensificando investigações em lojas de celulares e acessórios em esquemas de lavagem de dinheiro. O alto volume de dinheiro em espécie facilita a mistura de valores lícitos e ilícitos.

Só a Babe Shopee Cell, uma lojinha de acessórios de São Paulo, movimentou mais de R$ 47 milhões, embora a dona declare renda de R$ 800 mensais e seja beneficiária de programas sociais. O capital social registrado da empresa é de R$ 50 mil.

Três irmãos libaneses da família Zayoun são apontados como cabeças do esquema, a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná. O grupo usava o método informal Hawala para as transações de créditos entre doleiros e comerciantes internacionais, operando fora do radar do Banco Central.

As lojas de celulares usados e de assistência técnica atraem as facções criminosas pelo alto uso de dinheiro em espécie, preços subjetivos de produtos e serviços fantasmas, superfaturando vendas de aparelhos.

Compartilhe esse conteúdo

LEIA
mAIS