Academia barra indicações de atores e roteiros gerados por IA ao Oscar

Novas diretrizes publicadas nesta sexta-feira exigem autoria humana para a elegibilidade às estatuetas

Em uma decisão que define novos limites tecnológicos na indústria cinematográfica, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou novas regras de elegibilidade que proíbem atores virtuais e roteiros gerados por inteligência artificial (IA) de concorrerem ao Oscar. A medida visa assegurar que as categorias de atuação e roteiro permaneçam restritas ao desempenho e à criação realizados exclusivamente por seres humanos.

O anúncio surge como uma resposta direta à crescente tensão no setor de cinema e TV, onde a IA generativa tem sido vista como uma ameaça à mão de obra humana. Trabalhadores do setor temem que grandes estúdios adotem a tecnologia de forma agressiva para substituir profissionais e reduzir custos operacionais.

O debate ganhou força no último ano após a estreia de Tilly Norwood, uma atriz inteiramente gerada por IA. A recepção positiva de executivos de estúdios ao projeto de Norwood gerou uma forte reação negativa do sindicato de atores SAG-AFTRA, que vê na automação da performance um risco existencial para a categoria.

De acordo com o comunicado da Academia, o uso de ferramentas de IA por cineastas não está banido, mas há restrições claras: atores “sintéticos” não podem ser indicados e os roteiros devem possuir “autoria humana” comprovada. Para garantir o cumprimento das normas, a organização poderá solicitar documentação e informações adicionais que verifiquem a origem humana do material submetido à premiação.

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