Contaminação de mineradoras está deformando peixes no Espírito Santo

Alerta pede que consumo seja evitado 

Um estudo científico identificou uma taxa recorde de deformações em peixes encontrados no litoral norte do Espírito Santo. A fonte é um artigo publicado na revista Ocean and Coastal Research, do Instituto Oceanográfico da USP, junto com as universidades federais do Rio de Janeiro e Pernambuco.

Os cientistas constataram que 60,5% dos peixes analisados apresentavam anomalias. É o maior índice de malformações já registrado na literatura científica brasileira. O problema atinge os otólitos sagitais, cruciais para o equilíbrio, percepção sonora e orientação espacial do animal.

A causa provável é a contaminação prolongada por rejeitos de mineração, em especial após o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG) em 2015. Os rejeitos desceram pelo Rio Doce e atingiram a costa capixaba.

A espécie afetada é o Stellifer Naso, popularmente chamado de cabeçudo-preto ou tambor-estrela, que não é um peixe de grande valor comercial mas faz parte da pesca artesanal e  é consumido pela população local em ensopados e caldos. A orientação é evitar o consumo na foz do Rio São Mateus, embora a vigilância sanitária não tenha emitido a proibição total da pesca e consumo no Estado.

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