Cozinheiras escolares de Marília entram em greve por falta de pagamento de salários. Movimento só foi encerrado após depósito dos valores

A manifestação foi organizada pelo Sinterc, entidade sindical que representa as merendeiras

Cozinheiras escolares que atuam nas escolas estaduais de Marília, contratadas pela empresa terceirizada Soluções Serviços Terceirizados, paralisaram na segunda-feira, dia 11 de novembro, suas atividades em razão da falta de pagamento dos salários do mês. A manifestação foi organizada pelo Sinterc, que, após receber a notificação da empresa sobre a impossibilidade de pagamento dos salários devido ao atraso no repasse do município, convocou uma assembleia com as trabalhadoras na última sexta-feira (8). A assembleia aprovou a paralisação por tempo indeterminado, visando assegurar os direitos das trabalhadoras.

A paralisação teve início às 7h em frente à Prefeitura de Marília, com a presença de 95% das trabalhadoras do contrato. Durante o movimento, o presidente do Sinterc, Francisco Viana, acompanhado por uma comissão de cozinheiras eleita pelo grupo, se reuniu com o secretário da Fazenda, Ramiro Bonfietti. Na reunião, o secretário apresentou o comprovante do pagamento de uma das faturas em atraso.

Após a reunião, o sindicato entrou em contato com a empresa Soluções, que se comprometeu a realizar o pagamento dos salários até as 13h do mesmo dia. As trabalhadoras permaneceram mobilizadas em frente à prefeitura até que, por volta das 12h30, os depósitos foram confirmados. Além disso, o sindicato negociou para que o dia de paralisação não fosse descontado do salário das trabalhadoras e, com os pagamentos realizados, o retorno ao trabalho foi garantido para a hoje, terça-feira, dia 12 de novembro.

Francisco Viana, presidente do Sinterc, destacou a importância da mobilização sindical e da união das trabalhadoras na garantia de seus direitos: “Foi uma vitória do coletivo. A força das nossas trabalhadoras, unidas ao trabalho do sindicato, mostrou mais uma vez que juntos somos capazes de superar desafios e garantir os direitos de todos. Essa conquista é fruto de uma luta legítima e incansável, que reafirma nosso compromisso com a defesa da categoria”.

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