“Depois da maternidade minha palavra de ordem é organização e abandonei a perfeição”

Tarotista e professora de dança, Carla Quaggio revela como o autoconhecimento e a disciplina ajudam a equilibrar carreira, maternidade e saúde mental

por Ramon Barbosa Franco

A busca pelo equilíbrio entre a vida profissional e os desafios da maternidade ganha novos contornos na trajetória de Carla Quaggio. Tarotista e professora de dança, ela compartilha que a chegada da maternidade trouxe a necessidade de eleger prioridades reais e descartar a pressão estética e social da infalibilidade. Para manter uma rotina saudável e harmônica, Carla aposta em ferramentas de planejamento e no desapego de ideais irreais. “Não dá tempo de tudo, então organizar as prioridades e adiantar o que for possível”, comentou em entrevista especial concedida exatamente em 8 de março, o Dia da Mulher.

No cotidiano de quem lida com a sensibilidade do tarô e a energia da dança, a saúde mental é preservada por meio de estratégias inegociáveis, como a meditação matinal e a prática de yoga. De acordo com ela, a constância dessas atividades é o que permite o desenvolvimento da percepção intuitiva necessária para seus atendimentos. A dança, sua paixão declarada, também atua como um pilar de atividade física e bem-estar, ajudando-a a encontrar sua própria identidade para além dos papéis sociais de mãe e profissional.

A prática do tarô, no entanto, ainda enfrenta barreiras e preconceitos nos ambientes social e profissional. Carla enfatizou que a ferramenta deve ser compreendida como um método de leitura simbólica do inconsciente e autoconhecimento, e não apenas como um oráculo de previsão do futuro ou algo ligado a dogmas religiosos. “Interpretar o tarot traz discernimento, sabedoria, paciência e escuta ativa. Acredito que essas experiências de autoconhecimento são ricas para a maternidade”, explicou.

Sobre a expectativa de perfeição imposta às mulheres modernas, Carla é enfática ao dizer que aprendeu a viver com a própria realidade, sem comparações externas. Para ela, a maternidade ensina que a perfeição é incompatível com a prática diária do cuidado. Através do seu trabalho, ela encontrou uma forma de unir talento e intuição, oferecendo clareza para aqueles que a procuram enquanto mantém seus próprios pés no chão. “Não há perfeição que sobreviva a noites em claro com seu bebê”, concluiu.

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