O trabalho foi realizado em colaboração com pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais, incluindo a Oxford Brookes, da Inglaterra
Estudo desenvolvido no campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Marília investigou se a sertralina, um dos antidepressivos mais utilizados no tratamento da depressão, também pode exercer efeitos anti-inflamatórios no organismo. A pesquisa é resultado de um projeto de iniciação científica conduzido por Rafaela Fernanda Rossetto, aluna do segundo ano do curso de Fonoaudiologia da Unesp, sob orientação do professor doutor Vitor Engrácia Valenti, docente do Departamento de Fonoaudiologia.
O trabalho científico foi realizado em colaboração com pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais, incluindo a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicado em uma revista de altíssimo impacto na área da medicina, com fator de impacto 5,9.
A publicação representa uma conquista expressiva para uma estudante ainda nos primeiros anos da graduação e demonstra a relevância da iniciação científica na formação acadêmica. A experiência permite que estudantes desenvolvam precocemente habilidades relacionadas à leitura crítica, análise de dados, escrita científica e trabalho em equipe, além de ampliar o contato com pesquisadores de diferentes instituições e países. O resultado alcançado por Rafaela evidencia seu elevado potencial, sua dedicação e sua capacidade de superar os desafios envolvidos na produção de uma pesquisa científica de alcance internacional.
O estudo consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise de dez ensaios clínicos randomizados. Os pesquisadores avaliaram os efeitos da sertralina sobre importantes marcadores inflamatórios presentes no sangue, especialmente as citocinas IL-6, IL-10 e TNF-α.
Embora alguns estudos analisados tenham identificado reduções isoladas em determinados marcadores inflamatórios, a análise conjunta dos dados não demonstrou um efeito anti-inflamatório significativo ou consistente da sertralina. Também foram observadas diferenças importantes entre os estudos e limitações metodológicas, o que reduz a confiança nas evidências disponíveis.
Os resultados indicam que os benefícios terapêuticos da sertralina podem ocorrer sem alterações relevantes nas citocinas circulantes. A pesquisa reforça a necessidade de novos ensaios clínicos mais rigorosos e padronizados, ao mesmo tempo que destaca a contribuição da iniciação científica para a formação de jovens pesquisadores e para a produção de conhecimento de relevância internacional.
O artigo completo pode ser acessado neste link: https://www.mdpi.com/2076-3271/14/4/460
























