Economistas rejeitam risco de insolvência por dívida de US$ 40 tri
A dívida pública recorde nos Estados Unidos (EUA), que ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez na história, foi motivada, principalmente, pela redução de impostos para os ricos, pela inflação causada pela guerra no Oriente Médio, que pressionou o preço dos combustíveis, e pelas tarifas à importação do governo de Donald Trump.
A avaliação é de economistas que acrescentam como fatores para a dívida recorde: a manutenção dos elevados gastos militares, próximo a US$ 1 trilhão, e o aumento dos gastos com juros da dívida, que chegou a US$ 1,1 trilhão, montante que é mais que o dobro de 2021, quando os juros consumiram US$ 419 bilhões dos contribuintes.
Entre as razões para o aumento dos juros, estaria a inflação causada pela guerra e o “risco Trump” motivado pela política agressiva da Casa Branca, que causa incertezas no mercado, como no caso do conflito tarifário com o Canadá. Os especialistas sustentam que essa política pressiona os juros cobrados pelos títulos do Tesouro estadunidense.
Apesar do número impressionante de US$ 40 trilhões, que dobrou desde 2017, os economistas rejeitam que os EUA estejam em risco de insolvência, quando não se consegue pagar o que se deve. Além disso, alertam que a situação fiscal da potência econômica tende a pressionar o Brasil a manter as taxas de juros em nível elevado.
[Conteúdo publicado pela Agência Brasil]

























