O Poder Judiciário determinou que os estabelecimentos comerciais e supermercados de Marília retomem a distribuição exclusiva de sacolas estritamente biodegradáveis. Com a decisão, os modelos de sacolinhas plásticas convencionais que eram apenas recicláveis voltam a ser proibidos na cidade.
A medida anula os efeitos de uma lei municipal aprovada em 2023, que havia abrandado a norma original estabelecida em 2011. Ao reverter a alteração, a Justiça classificou o texto anterior como um “retrocesso ambiental”, resgatando a exigência de embalagens com tecnologia voltada para uma decomposição mais rápida e sem contaminação ecológica.
Repercussão entre comerciantes e clientes
Para o setor supermercadista e varejista, o principal desafio com a reviravolta não será financeiro — visto que o custo das sacolas costuma ser diluído nos produtos ou já era absorvido pelas empresas —, mas sim logístico. Representantes do comércio apontam que será necessário antecipar o planejamento e o envio de pedidos junto às indústrias fornecedoras para evitar desabastecimento de estoque.
Entre a população, a retomada da regra foi bem recebida por quem prioriza a conservação da natureza, com defensores da medida apontando a importância de reduzir o impacto do plástico nos ecossistemas e incentivar alternativas reutilizáveis.
A Prefeitura de Marília informou que ainda não foi notificada oficialmente da decisão judicial, mas deve se posicionar sobre o caso assim que receber o documento. O processo ainda comporta recursos por parte do município.


























