Movimento Negro: obra de Milton Santos ganha destaque 

Morte do intelectual completou 25 anos nesta quarta-feira 

Milton Santos é apontado como o pai da Geografia Crítica no Brasil, e o principal pensador da área no Século XX. Hoje, 24 de junho, completaram-se 25 anos da morte dele, aos 75 anos, em São Paulo. Neto de escravizado e nascido em Brotas de Macaúba, na Bahia, em 3 de maio de 1926, e estaria hoje com 100 anos de vida.

Em 1994 ele recebeu o prêmio internacional Vautrin Lud, considerado o prêmio Nobel da Geografia. É um dos maiores intelectuais do Brasil em todos os tempos. Suas principais formulações teóricas englobam o Conceito de Espaço e Território, críticas à globalização implementada a partir dos anos 1990, e urbanização do chamado Terceiro Mundo, mostrando que a pobreza e o setor informal da economia de cidades latino-americanas e africanas são parte estrutural, e não um “atraso” do capitalismo periférico.

Outra proposta dele foi a divisão (para estudos e projetos, não de separação física) no país em ‘Quatro Brasis’ (Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Concentrada), baseando-se na densidade técnica e informacional. O acervo de Milton Santos, com mais de 60 mil itens, segue sob guarda da Universidade de São Paulo, a USP, que está promovendo a divulgação do autor através do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP).

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