R$ 168 milhões de Maluf causam disputa entre MPs Federal e de São Paulo 

20 anos depois, Prefeitura ainda não foi ressarcida 

Uma discreta batalha judicial está ocorrendo no Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir quem ficará com R$ 168 milhões apreendidos nas contas do político Paulo Salim Maluf, por desvios de dinheiro em obras da Prefeitura de São Paulo entre 1993 a 1996. O processo está nas mãos do relator, ministro Alexandre de Moraes, que deve decidir nos próximos meses.

Embora Maluf tenha tido suas condenações extintas em 2023 por indulto, ele e a família ainda têm que devolver R$ 210 milhões aos cofres públicos, após o Acordo de Não Persecução Penal (ANPC) firmado com a prefeitura de São Paulo em 2025.

A briga acontece porque num outro processo, já transitado em julgado, os bens arrecadados devem ficar para a União, e não para a prefeitura. Os advogados da família Maluf defendem que os recursos fiquem com o município.

Maluf hoje está com 94 anos e não cumpre mais prisão domiciliar. Ele tem quadro de saúde delicado, com câncer de próstata com  metástase e problemas cardiovasculares, como trombose venosa profunda, e episódios recorrentes de pneumonia e atrofia.

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