Refrigerantes Dolly enfrenta falência com dívidas fiscais de R$ 15,7 bilhões 

Fisco acusa empresa de concorrência desleal 

As procuradorias da Fazenda da União e do Estado de São Paulo pediram a falência judicial da fábrica de refrigerantes Dolly, cobrando uma dívida fiscal acumulada de R$ 15,7 bilhões. A empresa mantém as atividades normalmente, mas é acusada de blindagem patrimonial e concorrência desleal.

No mercado desde 1987, a Dolly tem fábricas em Diadema e São Bernardo do Campo, próximas ao Rodoanel e sistema Anchieta-Imigrantes, o que facilita a distribuição de seus produtos para o Estado de São Paulo e região sudeste.

O pedido de falência aponta um passivo de R$ 8,3 bilhões com a União e R$ 7,4 bilhões com o Estado de São Paulo, além de R$ 15 milhões em FGTS.

O fisco acusa a empresa de usar a sonegação de impostos como “ferramenta de negócios” e blindagem patrimonial. A Dolly alega perseguição. O dono da empresa é Laerte Codonho, que mora em uma mansão na Granja Viana, em Cotia, mas não costuma fazer ostentação de luxo nas redes sociais.

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