TJ nega pedido da Grande Marília e mantém suspensão do aumento da tarifa de ônibus

Empresa pedia efeito suspensivo de decisão que barrou reajuste de 27,78%

O Juízo de Justiça de São Paulo (JJ-SP) negou nesta quarta-feira (20) um recurso da empresa Grande Marília contra a liminar que vetou o aumento da tarifa de ônibus na cidade, que seria de R$ 4,50 para R$ 5,75, representando um acréscimo de 27,78%.

A ação popular movida pelo deputado estadual Vinícius Camarinha foi acolhida pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Marília, Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, que considerou o aumento incompatível com a situação econômica da população.

A Grande Marília requeria a suspensão da liminar para que pudesse realizar o reajuste sem obstáculos legais. No entanto, o juiz Renato Delbianco considerou que a suspensão não causaria danos graves ou de difícil reparação à companhia, que alegava prejuízos devido à defasagem do valor atual da tarifa e manteve a suspensão do aumento de 27,78% na tarifa de ônibus.

SUBSÍDIO

O prefeito de Marília, Daniel Alonso, estuda a concessão de subsídio para custear as passagens, a exemplo do que acontece em Ribeirão Preto (onde o preço da passagem é R$ 7,50, mas a Prefeitura subsidia R$ 2,50 e a população paga R$ 5,00). A Capital São Paulo, por exemplo, subsidia com R$ 7,7 bilhões o transporte coletivo e outras cidades (como Bauru) também adotaram o subsídio como forma de mitigar o impacto financeiro nos usuários, após as consequências econômicas causadas pela pandemia de covid-19.

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