A Academia Sueca, responsável por distribuir o prêmio Nobel em suas categorias, anunciou nesta quinta-feira, dia 6, a vencedora em Literatura. A escritora francesa Annie Ernauxe, de 82 anos, muito celebrada pelo que vem sendo chamado de autoficção, foi reconhecida com o Nobel de Literatura pela coragem e acuidade clínica com que descortina as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal.
Annie Ernauxe é autora de obras como ‘Os anos’ e ‘O acontecimento’, que foi adaptado ao cinema. Nascida no ano de 1940, cresceu na Normandia – região da França que foi palco do desembarque das tropas aliadas no chamado Dia D durante a II Guerra Mundial. Em sua obra literária tenta reconstituir o seu passado em uma prosa autobiográfica.
A escritora francesa receberá da Academia Sueca uma medalha, um diploma e quase um milhão de euros. Até hoje nenhum autor brasileiro conquistou a honraria. Recentemente foi informado que na década de 1970 o baiano Jorge Amado ‘bateu’ na trave e ficou entre os finalistas do Nobel de Literatura. Escritores de países sul-americanos, como do Peru (Mário Vargas Llosa), Chile (Gabriela Mistral e Pablo Neruda) e Colômbia (Gabriel Garcia Márquez), já conquistaram o Nobel de Literatura. O único escritor de Língua Portuguesa agraciado foi o português José Saramago, de ‘O evangelho segundo Jesus Cristo’ e ‘Levantados do chão’. O moçambicano Mia Couto, que recentemente esteve no Brasil, estava cotado para o Nobel de 2022.




























