Esvaziada, greve convocada pelo Sindimmar quase não tem adesão

Sindicato pede aumento salarial de 25%. Contrapartida salarial do Município é de 6%, mas para alguns pode converter em 11,5%

Movimento grevista programado esta segunda-feira, dia 17 de abril, pelo sindicato que representa os funcionários da Prefeitura de Marília, o Sindimmar, começou esvaziado. Poucos manifestantes aderiram ao ato, que está ocorrendo nesta manhã em frente ao Paço Municipal. Faixas foram fixadas em postes e também bandeiras do movimento Intersindical, central mais à esquerda com defesa declarada ao Chavismo e o governo de Nicolás Maduro (presidente da Venezuela desde 2012).

O Sindimmar reivindica reajuste salarial de 25% e como contraproposta salarial a Prefeitura de Marília encaminhou à Câmara Municipal o reajuste de 6% e aumento de 10,9% para o vale-alimentação, que é pago em dinheiro. Um projeto de Lei Complementar e outros três projetos de Lei Ordinária estão na pauta do Legislativo, que se reunirá em sessão ordinária nesta segunda-feira, a partir das 16 horas. Em caso de aprovação, os novos valores serão pagos a partir do próximo mês. Para servidores com mais tempo de carreira, os 6% podem representar reajuste de 8% – aos que têm direito ao anuênio de 2% – ou de até 11,5% – aos que possuem além do anuênio de 2%, o direito de ascensão de tabela de referência de categoria, que representa o acréscimo salarial de 3,5%.

Além de 25% de reposição salarial, a entidade sindical dos servidores defende reajuste de 40% no vale-alimentação. O movimento grevista em Marília conta com um caminhão de som, ao que tudo indica, fornecido pela central Intersindical. A entidade mantém um site oficial, que pode ser acessado através do link: https://intersindicalcentral.com.br/. Na seção de Imprensa e Opinião, por exemplo, é possível ler reportagens que enaltecem, por exemplo, o Chavismo e o governo do ex-motorista de ônibus e presidente da Venezuela desde o ano de 2012, Nicolás Maduro. Reportagem, por exemplo, cita a consagração da vitória do partido de Chaves e Maduro. Também há moções de repúdios contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e à artista MC Pipokina, cantora que no mês passado fez declarações polêmicas a respeito da profissão de professor.

“Manifestamos total repúdio a postura adotada pela funkeira e afirmamos a importância da educação e dos seus profissionais para o desenvolvimento de uma sociedade mais múltipla, justa e igualitária”, sustentou a Intersindical.

2% de adesão

Em comunicado oficial, a Prefeitura Municipal de Marília informou que, conforme a Secretaria Municipal de Administração responsável pelo RH do serviço público, o ato desta manhã teve 2% de adesão. De acordo com o Município, nem as aulas e nem as repartições municipais foram comprometidas pela paralisação. “As primeiras análises dos recursos humanos da administração apontam que, dos 2% do total de servidores que optaram em aderir à greve, ao menos 90% dos que permanecem em frente ao Paço Municipal estão lotados na Educação. Contudo, as aulas estão mantidas e neste momento não há nenhuma criança prejudicada em seu dia escolar. Da mesma forma, o expediente em todas as repartições municipais e no prédio administrativo da Prefeitura de Marília (Paço Municipal) está fluindo normalmente, sem quaisquer danos. A administração Daniel Alonso e Cícero do Ceasa respeita o direito de manifestação da entidade sindical e informa que os acessos a todos os departamentos públicos estão livres”, comunicou o governo.

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