Academia de Cinema dos Estados Unidos reconhece filme que conta a trajetória da advogada Eunice Paiva, após ficar viúva com o assassinato do esposo pela ditatura civil-militar
O cinema brasileiro conquistou na virada do dia 2 para 3 de março de 2025 o primeiro Oscar de sua história. A sétima arte brasileira, que em anos anteriores bateu na trave com indicações em longas como ‘O pagador de promessas’, ‘O quatrilho’, ‘O que é isso, companheiro?’ e ‘Cidade de Deus’, conseguiu o feito inédito com o diretor Walter Salles, de ‘Central do Brasil’ e ‘Terra estrangeira’, ao adaptar para as telas o livro ‘Ainda estou aqui’, de Marcelo Rubens Paiva, de ‘Feliz Ano Velho’.
A trama conta a história da família de Eunice Paiva, logo após ela ficar viúva com a prisão, tortura e morte do seu esposo, o engenheiro civil e deputado federal Rubens Paiva. Rubens foi sequestrado, preso e torturado até a morte em 1971, em plena estado de exceção no Brasil provocado pela ditadura civil-militar que perdurou de 1964 a 1985. Salles, que discursou rapidamente em inglês, agradeceu o prêmio e mencionou a trajetória inspiradora de Eunice Paiva.
Também dedicou o troféu cinematográfico às atrizes Fernanda Torres, que concorre ao Oscar de Melhor Atriz, e Fernanda Montenegro (mãe de Fernanda Torres), que há 26 anos foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo longa ‘Central do Brasil’. As duas Fernandas deram vida à Eunice Paiva, que se tornou advogada e no final da vida enfrentou o mal de Alzheimer.

























