Com mais de 70% da população vacinada, Brasil decreta fim da emergência sanitária por covid-19

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O domingo 17 de abril de 2022 entrou para a história do Brasil. A celebração da Páscoa cristã – uma das maiores celebrações religiosas do país – marcou o fim da emergência sanitária por covid-19 em anúncio feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O fim da emergência de saúde em decorrência da pandemia de coronavírus – desencadeada desde fevereiro de 2020 no Brasil – não significa que a doença está extinta, mas sim, controlada do ponto de vista imunológico. Isso porque a ciência e as medidas sanitárias avançaram em todo o território nacional resultando em 73% da população brasileira imunizada.

Não foi a imunidade de rebanho – termo técnico utilizado para definir quando uma doença é controlada de forma natural – ou a negligência no uso de máscaras – o uso de máscara, por sinal, foi criticado abertamente por autoridades estratégicas da Nação – que fez o ministro Marcelo Queiroga ir aos meios de comunicação tradicionais – emissoras oficiais de TV e rádio – decretar o término da emergência sanitária por covid-19 no Brasil, mas a marca técnica de que 96,6% daqueles que contraíram a doença no país se recuperaram dela.

No pronunciamento, o ministro falou que o país realizou a maior campanha de vacinação de sua história, com a distribuição de mais de 476 milhões de doses de vacina. Foi ressaltado que mais de 73% dos brasileiros já completaram o esquema vacinal contra a covid-19 e 71 milhões receberam a dose de reforço.

O ministro também destacou os investimentos feitos na área nos últimos dois anos. “O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, fortaleceu o SUS (Sistema Único de Saúde), com a expansão da capacidade de vigilância, ampliação na atenção primária e especializada à saúde. Foram mais de R$ 100 bilhões destinados exclusivamente para o combate à pandemia, além dos mais de R$ 492 bilhões para o financiamento regular da saúde desde 2020”, disse Queiroga.

Emergência sanitária

O Brasil identificou a primeira contaminação pelo novo coronavírus no final de fevereiro de 2020, enquanto a Europa já registrava centenas de casos de covid-19. No dia 3 de fevereiro de 2020 o ministério declarou a covid-19 como uma emergência de saúde pública de importância nacional..

A declaração de transmissão comunitária no País veio em março, mês em que também foi registrada a primeira morte pela doença no país. Segundo último balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo, o Brasil registrou, desde o início da pandemia, 5.337.459 casos de covid-19 e 661.960 mortes. Há 29.227.051 pessoas que se recuperaram da doença, o que representa 96,6% dos infectados. Há ainda 363.607 casos em acompanhamento.

Segundo o ministro, o anúncio do término da emergência sanitária só foi possível por causa da melhora do cenário epidemiológico, da ampla cobertura vacinal e da capacidade de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos próximos dias será editado um ato normativo sobre a decisão. Queiroga afirmou que a medida não significa o fim da covid-19. “Continuaremos convivendo com o vírus. O Ministério da Saúde permanece vigilante e preparado para adotar todas as ações necessárias para garantir a saúde dos brasileiros, em total respeito à Constituição Federal”.

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