Ações desarticulam a logística do crime organizado e têm parceria com Ministério Público Estadual, Prefeitura de São Paulo e órgãos federais
O Governo de São Paulo apresentou no início terça-feira, dia 6 de agosto, o balanço preliminar da Operação Salus et Dignitas, realizada no centro de São Paulo para desarticular a logística do crime organizado em diferentes pontos da região. O governador Tarcísio de Freitas, em coletiva no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), destacou o trabalho integrado entre as forças de segurança do Estado, órgãos das esferas municipal e federal, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual.
“É um trabalho exaustivo para tentar abordar a questão do crime organizado no centro de São Paulo de forma diferente. Nessa operação, atacamos o ecossistema do crime que alimenta o tráfico de drogas. O objetivo era uma abordagem abrangente, integral, que desmantelasse sistemas de monitoramento e comunicação desses criminosos”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
“A ação de hoje é uma grande cooperação entre o Ministério Público do Estado de São Paulo, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Anatel e muitos outros que atuaram para desarticular diversos pontos de apoio do PCC, afetando diretamente a atuação do crime e do tráfico na Capital. O objetivo é desidratar esse movimento, interrompendo os canais de logística.”, destacou o governador.
A operação é resultado de mais de um ano de trabalho de inteligência e investigação das forças de segurança do Estado. Ao todo, cinco mandados de prisão foram cumpridos, entre eles o de Leonardo Monteiro Moja, que foi preso na Praia Grande. Conhecido como Leo do Moinho, ele é um dos líderes do PCC e apontado como proprietário de hotéis e estabelecimentos no centro da capital. Os locais eram registrados em nome de laranjas e funcionavam como pontos de tráfico de drogas. Mais cinco pessoas foram presas em flagrante e outras três foram detidas para averiguação.
Deflagrada no início da manhã, a ação, ainda em andamento, visa ao cumprimento de 117 mandados de busca e apreensão, 7 de prisão, 46 de sequestro e bloqueio de bens e suspensão de atividade econômica de 44 prédios comerciais. Além da perda da licença, os imóveis serão lacrados pelas autoridades municipais para garantir que a atividade ilícita não volte a ser praticada no local. Entre os locais estão hotéis, hospedarias, ferro velhos, estacionamentos e comércios de celulares e outros produtos. Um efetivo de 1.359 agentes públicos, 327 viaturas, duas aeronaves e 30 cães farejadores se envolveram na operação.




























