Explosão em São Paulo deixa um morto, afeta 160 pessoas e provoca interdição de moradias na zona Oeste

Governo e concessionárias iniciam pagamento de auxílio via Pix e vistorias técnicas. 61 pessoas permanecem desabrigadas em hotéis na manhã desta terça-feira

O Governo de São Paulo, em conjunto com as concessionárias Sabesp e Comgás, mantém nesta terça-feira (12) uma força-tarefa na região do Jaguaré, zona oeste da capital, para prestar assistência às vítimas da explosão ocorrida na tarde de ontem. O acidente resultou na morte de um homem e deixou três feridos, dos quais um permanece em estado grave na UTI do Hospital Regional de Osasco. O foco atual das equipes é o acolhimento das famílias e a avaliação técnica das estruturas atingidas.

A Defesa Civil do Estado contabilizou até agora 160 pessoas afetadas diretamente pelo episódio. Para garantir a segurança imediata, 61 desabrigados foram acomodados em hotéis custeados pelas empresas envolvidas. Na manhã de hoje, assistentes sociais e peritos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto de Criminalística intensificaram as análises estruturais para determinar quais imóveis apresentam condições de habitabilidade, separando as residências por níveis de risco.

O trabalho de vistoria utiliza uma classificação rigorosa por cores para orientar os moradores. As casas marcadas com a cor verde permitem o retorno imediato, enquanto as amarelas e laranjas exigem cuidados ou acompanhamento para a retirada de pertences. Já os imóveis identificados com a cor vermelha estão totalmente interditados devido ao risco iminente de desabamento. Até o momento, um prédio que abriga 300 famílias já foi liberado por apresentar apenas danos superficiais.

No campo assistencial, as concessionárias Sabesp e Comgás iniciaram o cadastramento das 159 famílias identificadas até o momento. Como medida de suporte emergencial para despesas imediatas, cada núcleo familiar está recebendo uma transferência de R$ 2 mil via Pix. As empresas garantiram que o acolhimento em hotéis será mantido pelo tempo que for necessário, enquanto as equipes de engenharia avaliam os danos para o posterior ressarcimento integral dos prejuízos materiais.

As causas da explosão seguem sob investigação técnica conduzida pela Polícia Civil e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Técnicos buscam identificar se houve falha nas redes de gás ou saneamento, contando com o suporte de peritos da Polícia Técnico-Científica. O local permanece isolado para os trabalhos de campo, enquanto o sistema de saúde monitora os dois sobreviventes que continuam internados em unidades da rede pública.

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