Empresário apontou pistola para policiais durante tentativa de negociação
O empresário Maurício Roberto Nove, de 40 anos, que morreu baleado pela Polícia Militar na manhã de ontem, mantinha em casa anabolizantes, hormônios e diversos medicamentos. A morte aconteceu durante o atendimento de um caso de violência doméstica. Maurício já havia sido processado pelo menos 8 vezes, em casos de ameaça, dano moral, litígio trabalhista e com o sistema financeiro. Nas redes sociais, várias pessoas apontaram um comportamento violento dele.
O caso aconteceu na rua Japão, bairro Jóquei Clube, após vizinhos ouvirem pedidos de socorro de uma mulher dentro da casa. Ela já havia sido agredida e arrastada de volta para dentro do imóvel. A PM foi chamada e teve que arrombar as portas para entrar, e surpreenderam Maurício sobre o pescoço da esposa. Ele acabou soltando a mulher, mas correu para dentro de um quarto após pegar uma pistola guardada atrás de uma impressora e discutir com os policiais, que chegaram a usar um dispositivo teaser, sem sucesso.
Durante a negociação com a PM, ele chegou a sair do quarto apontando a pistola para a própria cabeça, e em determinado momento apontou a arma para os policiais, que revidaram com dois tiros. Desarmado em seguida e algemado, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Foi apreendida uma pistola Taurus 9mm com 16 cartuchos íntegros, além de remédios diversos, anabolizantes, hormônios sintéticos, uma espingarda de pressão e várias caixas de chumbinho. A mulher tem 33 anos e o casal estava junto havia 17 anos, com uma filha de 15 anos. Maurício tinha registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e histórico de agressões contra a esposa.


























