Acumulado em 12 meses mantém desaceleração
A inflação de julho de 2026 ficou ligeiramente acima do esperado pelos analistas, registrando uma taxa de 0,07%, quando o esperado era de 0,03%. Mas há forte queda em relação a junho, quando foi de 0,16%. O acumulado de 12 meses caiu de 4,64% para 4,44%.
O grupo de Alimentos e Bebidas registrou forte deflação, de -0,67%, com queda nos preços de ítens básicos como o tomate (-29,09%) e batata (-19,59%). Já o grupo Habitação e Energia subiu 0,99%, devido ao aumento nas contas de luz residenciais.
A sensação de que tudo está mais caro nos supermercados ocorre porque a inflação oficial mede a média da economia, enquanto o bolso sente os itens do dia a dia. Os índices de inflação incluem serviços que não são usados durante toda a semana, camuflando a alta dos alimentos.
Há um efeito psicológico de guardarmos na memória o preço mais baixo de anos atrás no mercado, mas não notarmos quando o preço de uma tv ou passagem aérea cai. Outro problema é a reduflação, quando as empresas diminuem o peso de pacotes fazendo o consumidor gastar mais para levar a mesma quantidade.
























