Combinação de temperaturas altas e baixa umidade compromete defesas do organismo e afeta principalmente idosos e crianças
A combinação entre calor extremo e baixa umidade relativa do ar representa um risco severo e silencioso para a saúde pública, com impacto direto no aumento de internações hospitalares. A associação desses fatores ambientais sobrecarrega o organismo humano ao favorecer a desidratação rápida e afetar o sistema circulatório. A perda de líquidos atinge o corpo de forma imperceptível, pois o suor evapora rapidamente na presença do ar seco. As informações são do professor doutor Vitor Engrácia Valenti, cientista e pesquisador do Departamento de Fonoaudiologia do campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Marília.
O impacto da estiagem prolongada atinge diretamente o sistema respiratório, comprometendo as mucosas que funcionam como barreira natural contra agentes externos. Sem essa proteção adequada, a incidência de infecções virais e crises graves de asma e bronquite cresce de forma acentuada na população. “O ar seco resseca as vias aéreas e facilita a entrada de microorganismos, além de desencadear processos inflamatórios severos em pacientes predispostos”, explicou o professor doutor Vitor Engrácia Valenti.
As complicações também afetam o sistema cardiovascular devido à perda de água e ao aumento da viscosidade do sangue. Essa alteração na circulação sanguínea exige maior esforço do coração e eleva a probabilidade de episódios graves, como infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. “A desidratação torna o sangue mais denso, o que aumenta a pressão arterial e a carga de trabalho do músculo cardíaco”, detalhou Valenti.
Para minimizar os danos à saúde, especialistas recomendam medidas preventivas diárias, como hidratação constante, uso adequado de umidificadores de ar e atenção aos primeiros sinais de desconforto físico. A orientação médica é fundamental ao surgirem sintomas de tontura, falta de ar ou alteração na pressão. “A prevenção primária com a ingestão regular de água e a busca por atendimento médico rápido evitam o agravamento dos quadros”, concluiu o professor doutor da Unesp.
























