Tradição e festa são consideradas uma das maiores romarias de todo o Interior de São Paulo
por Andressa Vitorino
Maracaí, a 100 quilômetros de Marília, recebe neste final de semana milhares de romeiros que, de diversos lugares do Brasil, viajam até lá para visitar a capela de Antonio Marcelino, que ficou conhecido como o ‘Menino da Tábua’. Falecido em 1945, desde então, milhares de milagres são atribuídos por fiéis do Brasil todo. O cemitério de Maracaí, inclusive, possui uma capela dedicada ao ‘Menino da Tábua’, além de uma ampla sala onde estão objetos comprovando os milagres e inúmeras cartas.

Anualmente, a festa ocorre no último final de semana de agosto. Este ano, nos dias 26 e 27 de agosto, sábado e domingo, pessoas de diferentes regiões do País irão realizar suas caravanas para prestar homenagens e fazer suas preces ao ‘Menino da Tábua’. Durante o evento, os romeiros terão a oportunidade de visitar a sala dos milagres, na capela erguida em homenagem ao ‘Menino da Tábua’ e poderão desfrutar da feira livre, localizada nas proximidades do cemitério.
A feira oferecerá diversas opções de produtos. Além disso, haverá apresentações artísticas e culturais, bem como praça de alimentação. Os visitantes e fiéis também poderão participar das missas realizadas pela Igreja Católica de Maracaí, que ocorrerão na Matriz (sábado, às 19h; domingo, às 6h, 8h e 10h) e na capela de São José (domingo, às 13h30).

Todos os anos, Maracaí recebe centenas de ônibus de romeiros e turistas, companhias de reis, comerciantes, artistas e músicos que se concentram no cemitério para visitar a capela e a Sala dos Milagres. O motivo da romaria é a fé nos milagres atribuídos a Antonio Marcelino, o Menino da Tábua, personalidade de devoção popular que morreu na cidade em 1945. Vítima de uma doença que o impedia de andar e restringia seu crescimento, Marcelino passou a maior parte da sua vida deitado sobre uma tábua.
Fiéis atribuem a ele milagres como a cura de pessoas e de animais doentes, conquistas de bens, como residências e carros, e até mesmo realizações de sonhos, como o de publicar livros ou se formar em uma universidade. Ele foi enterrado em Maracaí junto com sua tábua.
Segundo relatos de pessoas que conheceram Marcelino, ele consumia apenas leite e água, não gostava de usar roupas e não deixava que forrassem sua tábua. Também diziam que nunca saía de casa e jamais chegou a ver a luz do sol. Alguns familiares dele, como sobrinhos e primos, ainda residem em Maracaí e na região, como Paraguaçu Paulista. A história do ‘Menino da Tábua’ inspirou vários livros, entre eles ‘A verdadeira história de Antônio Marcelino, o Menino da Tábua’, de Cláudio Júnior Ribeiro. Também inspirou composições de moda caipira, inclusive um grande sucesso gravado no LP ‘O menino da Tábua’, pela dupla Pardinho e Pardal – na época, Pardinho havia desfeito a dupla com Tião Carreiro, que seguiu nova carreira com Paraíso. A música ‘O menino da Tábua’ foi lançada em 1978 e ajudou a popularizar no Brasil inteiro os milagres de Antônio Marcelino.

























