A revista britânica observa que o octogenário Luiz Inácio Lula da Silva é o mais forte candidato em 2026, porém “carisma não é escudo contra declínio cognitivo”.
A revista The Economist, uma publicação britânica, elaborou um editorial onde defendeu que Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Brasil, não busque seu 4º mandato em 2026. Artigo publicado em inglês foi publicado no dia 30 de dezembro, sob o título ‘Brazil’s presidente Lula should not run again’ – ‘Presidente do Brasil Lula não poderia não disputar novamente’, em tradução livre.
A manchete é complementada com uma frase alusiva ao ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. ‘As Joe Biden showed, candidates over 80 carry huge risks’ – que em português, corresponde a algo assim: ‘Como Joe Biden mostrou, candidatos acima dos 80 anos trazem grandes riscos’.
Em outro ponto, o editorial da The Economist, menciona que “apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos”, complementando que “carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”. Logo no início, o artigo menciona que o Brasil teve um 2025 bem tumultuado, o que incluiu a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro – por tentativa de abolição da democracia e tentativa de golpe de Estado – e, logo em seguida, as sanções punitivas impostas à economia pelo tarifação decretado por Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos.
Na sequência, a revista escreve que, depois destas turbulências, “agora o presidente Lula está na mais forte posição para vencer a reeleição em outubro”, contudo, na visão da publicação, o 4º mandato não seria uma alternativa eficaz para o Brasil, principalmente pela política econômica adotada pelo Partido dos Trabalhadores. E, como o próprio PT, ou Lula, não se preocupou em fazer um sucessor, o ex-metalúrgico e ex-líder sindical segue como o ‘único protagonista da esquerda brasileira’.
Em outro ponto, a The Economist cita que Bolsonaro, embora preso, é o principal líder da direita e tenta transferir seu prestígio para o filho, o senador Flávio Bolsonaro. Contudo, num embate com Lula, Flávio seria derrotado sem muita dificuldade. A revista sugere o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como uma opção para liderar a direita.
O editorial conclui sugerindo que o Brasil precisa de um candidato de centro ou de centro-esquerda moderado que consiga superar a profunda polarização do país — alguém que respeite o Estado de Direito, mantendo o foco na modernização, na proteção ambiental e na responsabilidade fiscal.



























