Pré-candidato ao Senado Federal, em entrevista exclusiva também informou que recebeu nesta semana pedido de Emenda para o Hospital da Unimar. “Será contemplado na próxima leva de Emendas parlamentares”, garantiu o ex-ministro do Meio Ambiente
O ex-ministro do Meio Ambiente e ex-secretário do governo de São Paulo, Ricardo Salles (Novo-SP), foi o 5º candidato à Câmara dos Deputados a receber a maior quantidade de votos em Marília, nas eleições de 2022. Salles, que vem anunciando a sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026 – quando serão abertas duas vagas na Câmara Alta – concedeu entrevista exclusiva ao jornal Diário de Notícias Marília nesta semana. O parlamentar revelou que recentemente recebeu um pedido de Emenda para o fortalecimento do custeio na saúde em Marília, e que estará trabalhando para que o Município seja contemplado.
“Temos apoiado o setor de Saúde, o mais necessitado e prioritário para a nossa população. Nesse sentido, recebi essa semana mais um pedido de emenda, dessa vez do Hospital da Unimar, e que será contemplado na próxima leva de emendas parlamentares, atualmente congeladas por decisão do Ministro Flávio Dino, do STF”, assegurou o parlamentar.

Ao comentar os rumos da política para 2026, quando haverá a escolha do novo presidente da República, Salles, um dos expoentes da direita, observou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, seria o candidato mais forte, contudo o capitão da reserva do Exército segue impedido de concorrer e, mais recentemente, se tornou alvo de uma pesada denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República). Aliás, Salles havia se manifestado sobre a denúncia, dizendo ser totalmente infundada. O deputado federal compreende que o 8 de janeiro de 2023 não se tratou de uma tentativa de golpe de Estado, mas sim atos de vandalismo.
Quanto a concorrer ao Senado em 2026, Ricardo Salles ressaltou que a proposta de pré-candidatura é justamente para defender São Paulo, quem paga a conta do desperdício da corrupção brasileira. A seguir, leia a entrevista completa:
Diário de Notícias Marília: Atualmente a BR-153, que corta Marília e é uma das principais artérias da conexão do Sul do Brasil com outras regiões, como o Centro-Oeste e o Norte, não é duplicada – possui pista simples. Ainda assim, é pedagiada e constantemente proporciona insegurança aos condutores de carros de passeio e aos caminhoneiros. Inclusive, esta demanda é uma das reivindicações dos eleitores de Marília junto aos deputados federais. É possível obtermos a duplicação? O que o senhor poderia falar sobre este assunto?
Ricardo Salles: Sendo uma rodovia federal, é preciso pressionar para que sejam feitos os investimentos necessários. Esse governo, entretanto, tem desperdiçado o dinheiro dos contribuintes em aparelhamento estatal e despesas com viagens. Não vejo neles a seriedade necessária para resolver o assunto.
Diário de Notícias Marília: O transporte ferroviário, neste trecho do Estado, está totalmente parado há 20 anos, pelo menos. Com relação a esta situação, o que o deputado poderia cooperar para a retomada da ferrovia na chamada Alta Paulista?
Ricardo Salles: O Brasil equivocadamente abandonou o modal ferroviário e preferiu o rodoviário, na contramão dos melhores padrões internacionais. Creio que uma política que atraia o setor privado com aportes públicos em parceria seria o melhor caminho.

Diário de Notícias Marília: Ministro, o senhor anunciou a pré-candidatura ao Senado Federal. De forma bem prática, o que um senador poderia fazer para a cidade de Marília?
Ricardo Salles: São Paulo paga a conta do desperdício e da corrupção de todo o Brasil. Contribuímos com cerca de 30% da arrecadação federal e recebemos de volta menos de 10%. Isso não é possível continuar. O papel do Senador é lutar para defender o Estado diante dos demais entes federativos. Ao fazer isso, será possível obter recursos para a duplicação da ferrovia e muito mais.
Diário de Notícias Marília: Com relação às próximas eleições presidenciais. Quem, na sua opinião, virá como candidato da direita?
Ricardo Salles: O mais forte é o Bolsonaro, e a ele deveria ser dado o direito de concorrer. Infelizmente, a perseguição à direita não tem tido limites e se continuar dessa forma, teremos que encontrar alternativas. Nomes como Tarcísio, Zema, Caiado e Ratinho despontam nessa linha, mas ainda é cedo para saber. O certo mesmo seria ter Bolsonaro como candidato.



























