Bolsa de Valores brasileira fica mais próxima de investidores da China 

Cartão da Union Pay está em compasso de espera 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou nesta quarta-feira do lançamento de uma parceria com a Wind Financial Terminal, principal plataforma de informações financeiras da China. Está aberta uma ponte direta entre investidores asiáticos e gestores dos ativos brasileiros, em conexão direta com as bases de dados da B3, a bolsa de valores brasileira.

O objetivo é atrair investimentos diretos e avançar em agendas relacionadas à transição energética ecológica. O ministério da Fazenda explica que a aproximação leva aos investidores chineses a oportunidade de conferir análises e comparações de mercado, que poderão trazer mais investimentos para o Brasil.

A integração entre a plataforma da China e a B3 brasileira facilita a observação de cotações de ativos, índices de mercado, estatísticas de negociação, dados de referência e bases históricas de dados. A missão brasileira deve sair ainda hoje de Xangai e ir a Pequim, numa agenda até sexta-feira. A expectativa é integrar temas como a emissão de títulos PandaBonds (títulos públicos brasileiros no mercado chinês) e desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

Union Pay

A expansão da Union Pay no Brasil esteve cercada de expectativa, mas o processo caminha em compasso de espera. A incerteza geopolítica no mundo, causada pelas ações do governo de Donald Trump nos EUA, é apontada como uma das causas. A Union Pay é a equivalente chinesa dos cartões Visa e MasterCard, mas é muito maior em número de cartões emitidos e atende em 180 países.

Já existem parcerias autorizadas pelo Banco Central do Brasil, como a com a Treeal, que vai operar a solução aqui. Mas a emissão de cartões ainda é gradual.

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