Braga Neto atuou na tentativa de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, informa a Polícia Federal

General que disputou a vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro, em 2022, colaborou com o plano para matar o presidente eleito e o vice-presidente eleito antes da posse de 1º de janeiro de 2023

Investigações da Polícia Federal apontaram que o general Braga Neto, que em 2022 concorreu a vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro, que disputou a reeleição, mas perdeu para o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Reuniões para a execução das mortes de Lula, do seu vice-presidente eleito, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teriam ocorrido na casa de Braga Neto.

Braga não foi preso na operação desta terça-feira, dia 19 de novembro. A repercussão política das prisões ocorridas na Operação Contragolpe vem causando grande impacto político. “Pensar em matar não é crime”, declarou o senador da República e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, do Rio de Janeiro. Para ele, a operação da PF desta terça-feira consiste numa ação antidemocrática. As declarações do senador Flávio foi feita na rede social X, o antigo Twitter, e foram contestatadas pelo professor Walter Maierovitch. “O senador Flávio, se estudou Direito, faltou à aula de Direito Penal. As investigações da PF mostram que não houve mera cogitações”, declarou o especialista em entrevista.

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