Desinformação digital leva famílias a acreditar em falsos efeitos colaterais
Entre 2023 a 2025, o Brasil reduziu o número de crianças “zero-dose” de vacinação de 360 mil para 50 mil. A informação é da Organização Pan-Americana de Saúde, vinculada à ONU.
As principais vacinas para recém-nascidos e crianças são as da poliomielite, tríplice viral e HPV. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef apontam que o país obteve aumento real da aplicação de vacinas, além de fazer com que as equipes de saúde locais passem a ir ativamente atrás das famílias com esquemas vacinais atrasados ou inexistentes.
Embora os números de vacinação estejam melhorando, especialistas dizem que o negacionismo e a desconfiança digital não sumiram, transformando-se em um fenômeno chamado de “hesitação vacinal”.
O negacionismo que vinha diretamente de esferas governamentais e políticas foi superado, mas persistem dúvidas e adiantamento porque muitas famílias atrasam as doses por medo de efeitos colaterais falsos ou por acreditar que certas doenças já desapareceram.
A aceitação das vacinas é mais alta entre os idosos (quase 80%), mas cai na faixa dos 25 a 34 anos (cerca de 62%). Esse grupo jovem é o mais exposto a boatos em redes sociais e não vivenciou o impacto de doenças como a poliomielite no passado.


























