Prática comercial é comum e atinge até os EUA
As exportações de carne do Brasil para a China bateram, no final de junho, a cota combinada de 1,1 milhão de toneladas anuais. Com isso, entrou em vigor uma sobretaxa de 55%, totalizando 67% de tarifa, o que inviabiliza as vendas a partir daí.
O limite de cota é estabelecido anteriormente em contrato, e é uma prática comum de salvaguarda prevista pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida adotada pela China também atinge as exportações de carne da Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos.
O objetivo dos chineses é proteger seus pecuaristas da concorrência estrangeira, evitando a dependência excessiva dos mercados internacionais. O país estava passando por um excesso de oferta interna no final de 2024, com queda acentuada nos preços locais.
O excedente brasileiro deverá ser vendido para os EUA, Chile, México, Filipinas, Vietnã, Indonésia e Oriente Médio. Para evitar que o excesso de carne no mercado doméstico derrube os preços nos açougues, os frigoríficos estão dando férias coletivas e diminuindo o ritmo de abates e turnos de trabalho.

























