Onda de soroterapia acende alerta no CRM e Anvisa 

Uso indiscriminado afeta os rins e o fígado 

A administração de vitaminas, minerais e medicamentos diretamente na veia, chamada de soroterapia, acendeu alerta no Conselho Federal de Medicina (CRM) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora indispensável para pacientes hospitalizados ou com problemas de absorção intestinal, pessoas saudáveis estão usando o método.

O CRM e a Anvisa, bem como profissionais de destaque na Saúde, alertam que não há evidências científicas de que a técnica traga rejuvenescimento, aumente a imunidade ou desintoxique o organismo de quem não tem deficiências comprovadas.

O acesso intravenoso em clínicas não hospitalares traz risco de infeções, reações alérgicas severas e trombose. Há casos de cobrança de até R$ 2 mil por sessão.

O coquetel excessivo de vitaminas sobrecarrega os rins e o fígado, podendo causar intoxicação grave, náuseas, vômito e problemas hepáticos ou renais. A terapia só deve ser feita mediante diagnóstico laboratorial e com prescrição médica.

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