País gera lucro para a economia norte-americana
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nota de repúdio à decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Setores como etanol, máquinas agrícolas e aço serão afetados, enquanto carne e café, não.
Lula classificou a medida como “arbitrária e injusta”. O Brasil opera em déficit com os EUA: compramos mais do que vendemos. O déficit comercial de bens foi de US$ 7,4 bilhões em 2025 e de US$ 1,52 bilhão no primeiro semestre de 2026.
As exportações de produtos brasileiros para os EUA atingiram recorde de US$ 40,33 bilhões em 2024, mas recuaram para US$ 37,7 bilhões em 2025. As nossas importações fecharam 2025 em US$ 45,1 bilhões, impulsionadas por combustíveis refinados e alta tecnologia.
Sem representar ameaça econômica a Washington, o Brasil pagava aos EUA taxa média real entre 1,3% a 3,3%, devido à isenção de commodities. Já os produtos americanos entram em nosso território pagando uma alíquota média real de apenas 2,9%, devido a regimes especiais e isenções.

























