Mais três casos suspeitos estão sendo investigados, caso confirmado é na zona rural do distrito de Avencas
A Secretaria Municipal da Saúde de Marília, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Ambiental do Município informaram que houve a confirmação de um caso de febre maculosa, na zona rural do distrito de Avencas e a notificação de três casos suspeitos.
Portanto, das quatro notificações, apenas uma obteve a sorologia positiva para a doença. Trata-se de um caso ocorrido em junho de 2023, a pessoa não corre risco de morte, porém somente nesta sexta-feira, dia 6 de outubro, é que as autoridades sanitárias obtiveram a confirmação.
Para as outras três notificações (sendo dois óbitos em investigação e um caso suspeito), a Vigilância Epidemiológica de Marília analisa possibilidades de estarem associadas a outras doenças, incluindo dengue, leishmaniose e leptospirose.
A Secretaria Municipal da Saúde, portanto, aguarda o resultado da investigação laboratorial. A Secretaria esclarece que o Município não pode se posicionar sobre atestado de óbito de pacientes, uma vez que o Poder Municipal não é o órgão responsável por esse serviço e, sim, o médico declarante.
“Importante informar que, outros órgãos públicos de Saúde, já estão no auxílio à Secretaria Municipal da Saúde, a exemplo da Coordenadoria de Controle de Doenças do Núcleo de Apoio às Operações de Marília (CCD-Naor, a antiga Sucen, a Superintendência de Controle de Endemias), nesta frente que envolve o distrito de Avencas, propriedades rurais do entorno e margens de rios.” afirmou a nota divulgada pela Prefeitura Municipal de Marília.
A Vigilância Ambiental de Marília, por sua vez, alocou várias equipes de técnicos e médicos veterinários para ampla varredura com foco a identificar situações de risco para dengue, febre maculosa e leishmaniose, pois os sintomas apresentados pelos pacientes remetem aos quadros típicos destas três doenças. A varredura feita inclui identificação de cães com sintomas de infecção, ou seja, cachorros sintomáticos, identificação de infestação de carrapatos e focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A Vigilância Epidemiológica vem preparando as equipes da Saúde que trabalham no distrito de Avencas – incluindo agentes comunitários, agentes de controle de endemia, médicos, cirurgiões-dentistas, enfermeiros e técnicos de Enfermagem – para ampliarem o olhar na identificação de possíveis sinais clínicos casos para febre maculosa, leishmaniose, leptospirose e dengue.
A população está sendo orientada a adotar comportamento preventivo. Na próxima terça-feira, dia 10 de outubro, médicos veterinários e equipes técnicas da Vigilância Ambiental e da antiga Sucen (CCD-Naor Marília) irão fazer varredura e identificação nas margens dos dois rios que margeiam Avencas, os córregos da Prata e o do Pombo. A rede básica de saúde emitiu comunicado de alerta para todos os moradores de Avencas. Marília está vigilante e solicita o auxílio de todos para o enfrentamento desta situação.
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii que infecta principalmente carrapatos e que pode ser transmitida para as pessoas quando o carrapato pica a pessoa, podendo causar sintomas como febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, vermelhidão no local da picada e paralisia dos membros afetados, nos casos mais graves.
A febre maculosa, também chamada de doença do carrapato, é mais comum nos meses de junho a outubro, pois é quando os carrapatos estão mais ativos, no entanto para desenvolver a doença é necessário estar em contato com o carrapato por 6 a 10 horas para que seja possível haver transmissão da bactéria.
A febre maculosa tem cura, mas seu tratamento deve ser iniciado com antibióticos após o surgimento dos primeiros sintomas para evitar complicações graves, como inflamação do cérebro, paralisia, insuficiência respiratória ou insuficiência renal, que podem colocar em perigo a vida da pessoa.

























