Dirigentes e empresários analisam evolução do varejo local e apontam necessidade de suporte institucional diante dos novos desafios do setor
O presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Carlos Francisco Bitencourt Jorge, ressaltou a importância do comércio como o setor que dinamiza o município. O dirigente parabenizou a categoria pelo dia 16 de julho e defendeu a necessidade de uma reflexão coletiva sobre a relevância da atividade econômica para a sociedade local. “O comerciante possui papel fundamental nesse processo, que também depende diretamente dos comerciários e dos consumidores”, declarou.
O superintendente da Acim, José Augusto Gomes, explicou que a data homenageia o nascimento do Visconde de Cairu, responsável pela abertura dos portos em 1808. Prestes a completar 50 anos de atuação na entidade de classe, o administrador pontuou que o atual cenário econômico nacional impõe restrições severas ao crescimento das empresas. “Ser comerciante neste país não é uma tarefa simples e são muitos os desafios enfrentados para manter o próprio negócio”, afirmou.
Para o diretor Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil, que atua no comércio de vestuário há mais de oito décadas, a atividade exige resiliência diante das crises financeiras. O lojista destacou que a consolidação de uma marca no mercado tradicional ainda depende do relacionamento direto e da mútua confiança entre as partes envolvidas. “Para atuar no setor é preciso manter a esperança e o respeito integral aos funcionários e aos clientes”, defendeu.
Os diretores João Gonçalves e Manuel Batista de Oliveira apontaram a transição das vendas familiares para o comércio tecnológico como o principal desafio da atualidade. Os pioneiros da zona sul de Marília argumentaram que a modernização do varejo exige das novas empresas um suporte técnico e administrativo que não existia no passado. “Hoje em dia, sem orientação e apoio específico de uma associação, torna-se quase impossível iniciar e manter uma loja”, concluiu.
























