Gambá saruê é flagrado por moradores de Marília

Bichinho silvestre, inofensivo e perfeito para combater escorpiões, foi visto no bairro Boa Vista

Preparem-se para uma dose de fofura e utilidade pública!

A poucos metros da movimentada avenida Sampaio Vidal, na rua São Leopoldo, no charmoso bairro Boa Vista, moradores tiveram uma surpresa inusitada esta semana: um gambá saruê foi flagrado em plena atividade. E não é que o bichinho silvestre, além de inofensivo, é uma verdadeira máquina mortífera contra os temidos escorpiões? Por seu aspecto peculiar e sua tranquilidade, o gambazinho chamou a atenção e até ‘posou’ para fotos e vídeos enquanto se equilibrava em um galho de árvore.

Os gambás, ou saruês como são conhecidos popularmente, são mamíferos marsupiais nativos das Américas. Com sua pelagem acinzentada, focinho alongado e cauda preênsil, eles são mestres em se adaptar a diversos ambientes, inclusive urbanos. E o mais legal é que eles são onívoros, o que significa que comem de tudo um pouco, incluindo frutas, insetos e, para a alegria dos marilienses, escorpiões!

Isso mesmo, o saruê é um predador natural desses aracnídeos peçonhentos, ajudando a manter o equilíbrio ecológico e, de quebra, a segurança da vizinhança.

Não é de hoje que Marília convive com esses visitantes ilustres. A cidade, com seus muitos terrenos baldios e áreas verdes, oferece um ambiente propício para a proliferação de diversas espécies silvestres, incluindo os saruês. Eles são animais noturnos e, geralmente, só aparecem quando estão em busca de alimento ou abrigo.

É fundamental lembrar que, apesar de sua aparência exótica, os gambás são animais dóceis e não representam ameaça aos seres humanos, a menos que se sintam acuados. Pelo contrário, são aliados no controle de pragas. Por isso, caso aviste um saruê em seu quintal ou na rua, a recomendação é clara: não o agrida e não tente fazer qualquer mal a ele.

Além de ser um ato de crueldade, agredir animais silvestres é crime, protegido pela legislação federal. Esses bichinhos já convivem com os seres humanos de “boa” e merecem nosso respeito e proteção. Deixe-o seguir seu caminho e, se necessário, acione os órgãos ambientais competentes para orientações.

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