Nos últimos dias o ator de Hollywood passou a não reconhecer mais a própria mãe
por Ana Carolina Bianchini
Recentemente o ator Bruce Willis foi diagnosticado com demência frontotemporal (DFT), um dos tipos mais comuns de demência, que afeta principalmente pacientes não idosos, ou seja, com menos de 65 anos.
O anúncio foi feito pela família do ator no dia 16 de fevereiro. O diagnóstico se trata da evolução da afasia, que é um comprometimento da linguagem causado por alguma lesão do cérebro. A doença degenerativa foi o motivo de sua aposentadoria.
Nos últimos dias, Bruce Willis passou a não reconhecer mais a própria mãe. Mas, afinal de contas, o que é a demência frontotemporal, a doença que afastou Bruce Willis das telas e que é conhecida por ser mais agressiva que o Alzheimer?
O neurologista do Norden Hospital, Dr. Daniel Pedro Comineli Beltrame, explica a diferença entre as doenças. “A demência frontotemporal é diferente do Alzheimer por ter processo biológico distinto que origina a doença e por ter sintomas diferentes: enquanto o Alzheimer começa com sintomas de memória, a DFT geralmente mantém a memória preservada no começo da doença, afetando outras funções cerebrais como fala, comportamento, vontade e iniciativa de fazer atividades que antes agradavam o paciente”.
O tratamento de demência é complexo e, geralmente, não há cura, apenas melhora dos sintomas e da qualidade de vida. Algumas terapias, como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, gerontologia e psicologia, também podem ajudar no alívio dos sintomas.
Assim como qualquer outra demência, existem algumas formas de prevenir a DFT, mas nenhuma forma é 100% efetiva. Ter um estilo de vida saudável, fazer dieta adequada, praticar atividade física e ter hábitos que estimulam funções cerebrais, como ler diariamente, são algumas formas de prevenção. Além disso, a adesão a um plano de saúde pode ser essencial para uma visão preventiva em relação à saúde no longo prazo, como explica Antonio Pinotti, diretor-executivo do Norden Plano de Saúde e Hospital.
“Mesmo que não tenha cura, a demência frontotemporal (DFT) é tratada por equipes multidisciplinares sempre disponíveis pelo plano de saúde. Além do atendimento médico especializado, o beneficiário tem acesso também a terapias essenciais no curso do cuidado, como fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia. O acesso a muitos procedimentos de alta complexidade, importantes para diagnosticar e acompanhar a evolução da doença, também é parte do plano de saúde”, afirma o especialista.
Para o diagnóstico, é necessário um exame neurológico físico e, em casos mais complexos, uma avaliação feita por neuropsicólogo. Depois disso, se ficar constatado déficit nas funções cerebrais, o paciente vai passar por exames para investigar outras doenças do cérebro, como AVC e tumores, além de doenças em outras partes do corpo que podem afetar o cérebro. O Dr. Daniel Pedro Comineli Beltrame explica que, só depois de excluir todas essas opções, o profissional pode dar o diagnóstico de demência.
“Excluídas essas outras causas, está definido o diagnóstico de demência primária, sendo a doença de Alzheimer a mais comum. Cabe ao médico neurologista definir qual é a doença exata que está causando a demência, conforme os resultados dos exames e o perfil de sintomas de cada paciente”, explica o neurologista do Norden Hospital.
























