‘O Morro dos Ventos Uivantes’, uma análise do livro e do filme

por Malu Hilário

O romance da inglesa Emily Bronte (1818-1848), em edição publicada pela editora Lua De Papel, é intenso sobre amor, vingança, orgulho e sofrimento. Um clássico da Literatura Inglesa chegou aos leitores pela primeira vez em dezembro de 1847. Um ano depois sua autora morreria. A história se passa numa região isolada da Inglaterra, em torno dos personagens Heathcliff e Catherine. Tudo começa com Heathcliff, um garoto órfão, adotado pelos Earnshaw. Catherine, filha dessa família, cria uma ligação forte com ele e acaba se tornando um amor profundo, e bem complicado. Porém, por causa das diferenças sociais e o orgulho de Catherine, ela se casa com Edgar Linton que é um homem rico e respeitoso.

Heathcliff fica com ódio de perder sua amada e, revoltado, com todos, resolve fugir. Permanece desaparecido por alguns anos, mas quando volta, está rico e com sede de vingança. Essa sua sede acaba causando sofrimento para a própria família que o adotou e aos Lintons.

Ele manipulou suas vítimas e destruiu relações por causa do ódio que o consumiu, contudo nunca deixou de amar Cath. Este amor continua após a sua morte, mostrando que o amor que ele sentia por ela não tinha nenhuma barreira. Ao que parece, ele só se tornou aquele monstro obcecado por vingança. Contudo,uma esperança de paz surge no enredo.

Os ventos uivantes em  2026

Quase 180 anos depois, chega às telas o filme inspirado na obra de Emily Bronte, com Margot Robbie no papel de Catherine e Jacob Elordi como Heathcliff. O longa dirigido por Emerald Fennell não é a primeira adaptação, contudo é a mais recente. Da mesma forma, o enredo é marcado por um amor intenso, sofrimento e vingança: a história de Heathcliff e Catherine, jovens que crescem juntos e desenvolvem um amor intenso.

Catherine – mesmo casada e esperando um filho – se deixa levar pelo sentimento que nutria por Heathcliff. Catherine morre e o espírito de sua amada o atormenta até ele, enfim, morrer. Mas sem antes piorar a vida de todos que estavam à sua volta.

Livro e filme propõem, cada um a seu modo, na minha opinião, uma reflexão sobre as consequências de um amor intenso e destrutivo E uma alerta sobre o que ocorre quando não se segue aquilo que você verdadeiramente sente por medo de ser julgado pela sociedade.

Malu Hilário é estudante universitária de Direito, da Unip (Universidade Paulista), polo de Assis e escreveu este artigo sob supervisão da edição do portal em atividade extracurricular.

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