Especialistas debatem revisão da legislação urbana em audiência técnica

Arquitetos e engenheiros analisam propostas de zoneamento e uso do solo para modernizar o crescimento de Marília

A revisão da legislação urbanística de Marília contou com uma análise técnica aprofundada durante audiência pública realizada com a participação de especialistas em engenharia e arquitetura. O encontro focou na atualização das leis de Zoneamento e de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, normas que balizam o desenvolvimento da infraestrutura e a expansão urbana. A presença de profissionais com experiência em planejamento municipal permitiu um debate focado em critérios técnicos para garantir segurança jurídica e viabilidade aos projetos futuros.

Realizada na noite da última segunda-feira, 13 de abril de 2026, reunindo nomes como o engenheiro civil e professor universitário José Ernesto Tonon, além do engenheiro civil Roberto Monteiro, que possui trajetória como vereador, secretário municipal de Planejamento Urbano e de Obras. A participação desses especialistas foi central para o detalhamento das exposições técnicas apresentadas pela administração municipal. Os profissionais avaliaram as propostas de modernização da Lei Complementar nº 54/1992 e da Lei Municipal nº 4.455/1998, buscando soluções para gargalos viários e o ordenamento do solo.

A arquiteta e urbanista Érica Gasparini, presente à audiência, ressaltou a importância de Marília retomar modelos de sustentabilidade que privilegiem a vida local. “Ao meu ver, a revisão do plano diretor em Marília passa em retomarmos o conceito que a cidade já possuía num passado não muito remoto. Aqui já fomos uma ‘cidade de 15 minutos’”, afirmou, defendendo que o acesso a serviços essenciais deve ocorrer em curtos deslocamentos. Para a urbanista, o desenho do futuro urbano depende diretamente dessa contribuição técnica para evitar a desordem no crescimento centenário da localidade.

O debate técnico destacou que a priorização do transporte público e a valorização do espaço geográfico são fundamentais para reduzir congestionamentos e melhorar a coletividade. Segundo Érica, a meta é garantir que o cidadão não gaste mais do que 15 minutos para acessar escolas ou postos de saúde. A análise profissional apresentada durante a plenária servirá de subsídio para a redação final do projeto de lei, visando uma cidade mais resiliente. 

Compartilhe esse conteúdo

LEIA
mAIS