China desbanca os EUA com o mais potente supercomputador do mundo 

Brasil também tem parque de computação de alto desempenho 

A China desbancou os Estados Unidos da liderança global de super computadores ao apresentar o LineShine, sistema instalado no National Supercomputing Centre, em Shenzhen, megacidade que abriga a Huawei, BYD, ZTE,  Tencent e DJI. A máquina superou o El Capitan, do Vale do Silício americano.

Isso significa que a China alcançou autossuficiência tecnológica, com capacidade de projetar e fabricar sistemas complexos com tecnologia exclusivamente nacional, driblando os embargos de semicondutores impostos por Washington.

O LineShine atingiu a marca recorde de 2,198 exaflops, e dispensa processadores gráficos avançados (GPUs), utilizando processadores convencionais fabricados na própria China. Esse poder é vital para o avanço da Inteligência Artificial, pesquisas biomédicas, simulações climáticas, aeroesoaciais e de defesa.

O Brasil possui um parque de computação de alto desempenho formado por cerca de 10 máquinas, que juntas somam mais de 143 petaflops de capacidade. 

O maior do país é o Santos Dumont, instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) em Petrópolis, no RJ. A Petrobras também possui equipamentos próprios para exploração de petróleo e gás. Tudo faz parte do PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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