Imersão em Israel promovida pela Hadassa Viagens conhece o Monte das Boas Aventuranças e a histórica Cafarnaum
por Ramon Barbosa Franco
O primeiro domingo em Israel da imersão promovida pela Hadassa Viagens reservou sucessivas emoções, todas temperadas pelo clima ameno do outono israelense. A primeira parada da comitiva não foi muito longe das margens do Mar da Galileia. Na verdade, durante todo o percurso até lá as doces águas do marco inicial do ministério cristão surgiam aos olhos. Descrito nos evangelhos de Mateus, (capítulo 5) e de Lucas (no capítulo 5, versículos de 20 a 23), o sermão da montanha detalha as bem-aventuranças, pontuando toda a ética do cristianismo.

O Monte das Boas Aventuranças permanece intacto e entrar em sua atmosfera é como se os relógios que contam os nossos dias parassem. Aliás, lá nem parece ser uma topografia deste planeta, pois o ambiente é tão singular que indica ali ser microcosmo à parte do que aqui existe. Prova disso é uma fonte que surgiu logo após as palavras declaradas pelo mestre naquele lugar e até hoje ainda não parou de brotar água límpida e transparentes. As oito bem-aventuranças foram ensinadas por Jesus Cristo em discurso feito de cima para baixo e não debaixo para cima como mostram equivocadamente as pinturas e ilustrações de Bíblias. A multidão se acomodou na montanha, sentada ao longo do morro. E Jesus Cristo, se posicionando na base deste morro, ensinou. Debaixo para cima o som propagava e chegava a todos, que aprenderam assim: ‘Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o reino de Deus. Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês’ [Marcos, 5, versículos de 1 a 11].

Representando a boa-nova anunciada por Cristo que pelos apóstolos foi propagada aos quatro cantos do mundo, a fonte que jorra no Monte das Boas Aventuranças, que hoje abriga a Ordem Franciscana do Imaculado Coração da Virgem Maria irriga a possibilidade de um mundo mais misericordioso e puro.

A gruta de Jesus, gruta da paz
Do Monte das Boas Aventuranças, a comitiva chegou a Cafarnaum, a cidade que, estrategicamente, ficava numa das conexões para a Via Maris. A Via Maris fora nos tempos antes da chegada do Cristo e na sua época um remoto caminho que levava pessoas e mercadorias para o Egito e conectava a Galiléia com outros pontos da terra prometida. No caminho do Monte das Boas Aventuranças às ruínas de Cafarnaum, o guia turístico pediu para todos olhassem ao alto, numa determinada direção. Numa altura razoável, que levaria alguns minutos para quem quisesse por uma trilha chegar até sua entrada, protegida por uma pequena árvore, a abertura de uma gruta foi possível identificar. Ali o Verbo escolhia para quando precisava meditar e se comunicar com Deus. Era quando Jesus buscava refúgio, diante das centenas de pessoas que passaram a lhe procurar desde que em Cafarnaum, a poucos quilômetros da gruta que lhe dava paz, seus feitos e sua vida pública floresceram. “Cafarnaum, onde estão as ruínas da sinagoga, os vestígios dos seus antigos moradores e a casa da sogra de Pedro, o apóstolo que era pescador no Mar da Galiléia, foi a base do trabalho de Jesus” detalhou o CEO do Grupo Hadassa, Jean Patrick Garcia, o Garcia, que fez no domingo dia 30 de outubro a sua 50ª visita à cidade de Cafarnaum, que é chamada de A cidade de Jesus e onde não há contestação arqueológica dos fatos históricos e bíblicos identificados neste ponto da Galileia.

“Tudo aquilo que nos acontece é pela honra e glória de Deus e aqui em Cafarnaum aprendemos o princípio da gratidão. Além disso, o importante não é como começa, e sim de que forma termina. Jesus iniciou sua vida pública em Cafarnaum, justamente porque a partir daqui sua mensagem chegava aos lugares antes, ou seja, seus ensinamentos e milagres iam primeiro e Jesus chegava depois” disse.
[Tiberais, Mar da Galiléia, Monte das Oliveiras e Cafarnaum, crédito das imagens: Ramon Barbosa Franco]
































